
(Ilustração: Bruno Jordan)
(esta outra cantiga é dedicada a Maria Mateu, a quem Afonso Eanes atribui preferências homossexuais, apesar de não estar excluída a hipótese de ter sido esta a mulher a quem se ligou)
Maria Mateu, daqui vou desertar.
De cona não achar o mal me vem.
Aquela que a tem não ma quer dar
e alguém que ma daria não a tem.
Maria Mateu, Maria Mateu,
tão desejosa sois de cona como eu!
Quantas conas foi Deus desperdiçar
quando aqui abundou quem as não quer!
E a outros, fê-las muito desejar:
a mim e a ti, ainda que mulher.
Maria Mateu, Maria Mateu,
tão desejosa sois de cona como eu!
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